culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

terça-feira, 1 de junho de 2010

vanguarda em nova york


Capa da revista Survey Graphic (1925) dedicada à literatura produzida no Harlem, que se tornou uma espécie de manifesto do movimento


“Não existe um problema negro nos EUA, o que existe é um problema branco” [Richard Wright]
Harlem renaissance é um dos períodos mais ricos da cultura norte-americana. Foi um movimento de intenso ativismo intelectual e artístico que o Harlem produziu entre 1919 e 1929, a partir da migração interna e externa em direção a Nova York. O movimento foi deflagrado pela literatura que reuniu escritores como Alain Locke (The new negro), Langston Hughes (The weary blues), Countee Cullen (Color), Claude McKay (Home to Harlem), Dorothy West (The wedding), Richard Wright (Black boy), Zora Neale Hurston (How it feels to be colered me). A partir de uma literatura em diversos gêneros como ensaio, poesia, ficção e teatro, o Harlem renaissance antes chamado The new negro mouvement, produz “uma vanguarda que coloca em questão hierarquias sociais e raciais, inventa outros elos, repensa uma herança e funda outra modernidade” [Riveneuve éditions].

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