Fotografias do senegalês Mama Casset, Dakar, 1955
culturas negras no mundo atlântico
sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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quem sou eu
- goli guerreiro
- antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
alzira está morta, alzira está viva!
Capa do romance vencedor do selo literário João Ubaldo Ribeiro criado pela Fundação Gregório de Mattos
É uma ficção histórica em forma de biografia de uma personagem inventada — a soteropolitana Alzira Rocha (1911– 1988). Alzira é uma personagem cosmopolita. Seu cotidiano está pautado em matrizes urbanas do continente africano, e seus desdobramentos na diáspora negra. As cidades em que mora e visita têm alto nível de urbanidade. Sua biografia desenrola-se no Brasil (em Salvador), na Nigéria, na Inglaterra e nos EUA. O universo caribenho perpassa todos esses ambientes. A narrativa coloca a África na centralidade do mundo negro do Atlântico.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
alzira está morta
Aquarela sobre cartão de Benedito José Tobias, São Paulo, 1930 - uma das representações da protagonista no romance Alzira está morta - ficção histórica no mundo negro do atlântico.
Vencedor do Selo João Ubaldo Ribeiro Coleção 2014, a ser publicado em 3 formatos: impresso, audiolivro e braile.
Este romance, o primeiro que escrevo, é a última peça de uma trilogia iniciada no livro Terceira diáspora - o porto da Bahia. Um livro-blog que recria a estética da web - onde a ideia de trocas virtuais entre mundos negros ganhou forma. Imagens dialogam com fragmentos de textos de pensadores de todo o mundo atlântico - africanos, caribenhos, europeus e americanos - e mapeiam a produção cultural da Salvador do século 21.
Logo depois fui
convidada a escrever um livro sobre o tráfico de africanos, que chamei de Terror e aventura. Um ensaio histórico-antropológico sobre a
saga dos negros no regime escravocrata na Cidade da Bahia – mapeando assim a primeira diáspora. Vi então o desenho de
uma trilogia e cabia escrever a segunda
diáspora - que focaliza as migrações voluntárias. Como os dois primeiros
vinham em tipos diferentes de narrativa, me arrisquei na aventura de tecer o
último livro em forma de romance.
Ambientado no
século 20, Alzira está morta mantém a
questão central da trilogia – os deslocamentos culturais entre os povos negros
do Atlântico. É uma ficção histórica em forma de biografia de uma personagem
inventada – a soteropolitana negra Alzira Rocha (1911-1988). Em 1930, ela parte
para Lagos, na Nigéria, e se desloca pela África Ocidental descortinando os
universos da tecelagem, fotografia e escritas africanas.
Agradeço a FAPESB
que financiou esta obra, através de bolsa de pós-doutoramento realizado no
Instituto de Letras da UFBA, sob a orientação de Florentina da Silva Souza a
quem agradeço especialmente. E agradeço a Fundação Gregório de Mattos pelo prêmio inestimável de ter minha obra incluída no Selo João Ubaldo Ribeiro!
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
performance de griô
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terça-feira, 3 de junho de 2014
"a cleópatra do jazz"
a dançarina americana josephine baker nas revistas negras de paris, anos 1920-30.
fotos da biografia da vênus negra, "a cleópatra do jazz" de phyllis rose.
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
retornados
rostos de baianos retornados à áfrica ocidental nos primeiros anos do século 20. museu afro-brasil, porto novo, benin
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
maragogipe
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domingo, 3 de novembro de 2013
in nigeria
soyinka, nobel de literatura, e amigos em sua cidade natal, abeokuta
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
aimé césaire em teatro
entre 1956 e 1973, quatro textos de césaire foram encenados no teatro - Et les chiens se taisaient, La Tragédie du Roi Christophe, Une Saison au Congo, Une Tempête.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
afrobeat em imagens
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
au revoir, martinica

fort de france, 1930, época em que aimé césaire deixou a martinica para estudar em paris onde conheceu léopold senghor e leon damas. juntos inventaram o conceito de negritude.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
crônicas do harlem
fotografias de james van der zee, nascido em massachusetts, abre em 1916 seu estúdio em nova york. seu arquivo é um panorama da vida cotidiana da comunidade culta e elegante do harlem.
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terça-feira, 4 de junho de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
arte negra
portrait of mrs. matisse, henry matisse, paris, 1913 / mask shira-punu, gabão, autor desconhecido, s/d
no início do século 20, artistas que se tornaram nomes seminais da arte moderna viram as esculturas e diversos objetos de arte africana que começavam a circular entre museus e colecionadores europeus...
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
entre mundos
“Minhas primeiras lembranças são de um lugar chamado ‘Mbrom’, um pequeno povoado de Loumassi, capital de Achanti, quando esse reino deixou de ser parte da colônia britânica da Costa do Ouro e se transformou numa região da República de Gana. Nossa casa ficava em frente à de meus avós – onde moravam dúzias de parentes e dependentes de vovó, sob a direção de minha avó por afinidade ‘Tia Jane’, que fazia pão para centenas de pessoas de Mbrom e das áreas vizinhas – e a poucos metros, na mesma rua, das casas de muitos primos cujos graus de parentesco eram variáveis e geralmente obscuros. Perto do centro da segunda maior cidade de Gana, atrás de nossa cerca de hibiscos na ‘cidade-jardim da África Ocidental’, nossa vida era essencialmente a de um vilarejo, passada entre poucas centenas de vizinhos; daquela aldeia, íamos aos outros pequenos povoados que formavam a cidade. (...) Mas, de tempos em tempos, também íamos à terra natal de minha mãe, a Inglaterra, para temporadas com minha avó no West Country rural, retribuindo as visitas que ela nos fazia. (...) Se minhas irmãs e eu éramos ‘filhos de dois mundos’, ninguém se dava ao trabalho de nos dizer isso. (...) Quando cresci um pouco mais e fui para um colégio interno inglês, fiquei sabendo que nem todos tinham um tio libanês e primos americanos, franceses, quenianos e thais. E hoje, depois que minhas irmãs casaram com um norueguês, um nigeriano e um ganês, agora que vivo nos Estados Unidos, estou acostumado a ver o mundo como uma rede de pontos de parentesco” (Anthony Appiah, A casa de meu pai,1997, pp. 9-11).
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cidade velha

escultura de tatti moreno, salvador, 2012
“Visto da rua o prédio não parecia tão grande. Ninguém daria nada por ele. É verdade que se viam as filas de janelas até o quarto andar. Talvez fosse a tinta desbotada que tirasse a impressão de enormidade. Parecia um velho sobrado como os outros, apertado na Ladeira do Pelourinho, colonial, ostentando azulejos raros. Porém era imenso. Quatro andares, um sótão, um cortiço nos fundos, a venda do Fernández na frente, e atrás do cortiço uma padaria árabe clandestina. 116 quartos, mais de 600 pessoas. Um mundo. Um mundo fétido, sem higiene e sem moral, com ratos, palavrões e gente. Operários, soldados, árabes de fala arrevesada, mascates, ladrões, prostitutas, costureiras, carregadores, gente de todas as cores, de todos os lugares, com todos os trajes, enchiam o sobrado. Bebiam cachaça na venda do Fernández e cuspiam na escada, onde, por vezes, mijavam. Os únicos inquilinos gratuitos eram os ratos. Uma preta velha vendia acarajé e munguzá na porta. Do quarto andar desciam as vezes sons de violão e árabes trocavam língua no silencio dos quartos sem eletricidade. Mulheres do terceiro andar discutiam com mulheres do segundo e ouviam-se palavras cabeludas. De manhã, os homens saíam quase todos. O vozerio das mulheres aumentava. Lavavam roupa. Ruídos de máquinas de costura. A tosse de uma tuberculosa no sótão. Os homens voltavam à tarde, cansados. A escada os devorava um a um”(Jorge Amado, Suor, 1934).
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
cotidiano naif
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
na barra
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
onde sopra o harmatan
arquitetura brasielira em lagos, nigéria
festa do bonfim no daomé (atual benin).
fotos pierre verger.
“Era a influência brasileira
que se tinha exercido na costa ocidental da África, particularmente no Daomé
(Benin) e na Nigéria, por ocasião da volta dos escravos libertados. Eles
voltavam abrasileirados, de acordo com a expressão de Gilberto Freyre, morando
em casas de estilo brasileiro, semelhantes àquelas em que haviam vivido seus
antigos senhores, cujos nomes haviam conservado. Eles celebravam a festa do
Bonfim no mesmo dia que na Bahia, os gêmeos eram tradicionalmente chamados
Cosme e Damião como no Brasil; comiam da maneira brasileira” [Pierre Verger].
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