
O cineasta e escritor Julio Garcia Espinosa propagou sua tese do cinema imperfeito. Dizia ele: "hoje em dia um cinema perfeito - técnica e artisticamente realizado - é quase sempre um cinema reacionário". A expressão imperfeito era o termo mais radical da impotência de fazer cinema e a necessidade de estimular a produção com os meios que tinham, através da máxima glauberiana: "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça". Outra acepção de imperfeito era não se submeter à ditadura estética e narrativa norte-americana, diria Godard. [Marcelo Adifa].