culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

você dança?

 
 

cartazes de shows em chateau rouge, paris , 2013

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terça-feira, 7 de junho de 2011

atlantic carnivals

“Carnival, for us, was important. it was something that took charge with a very strong traditional view. Consequently, the carnival singing encouraged us, informed us and educated us “[Bonga, angolan musician].

By magic or cunning, Carnival - an ancient festival in Europe - has become a major Black atlantic cultural event. Be it in the Americas or Africa, the carnival found people with different festival traditions and became a leading symbol for the black world.

Mixing repertoires, Black atlantic carnivals flourished with new clothes and acquired different forms in places where they developed. Questioning matters of aesthetics, socio-economics, political, ethnic, religious, technological and philosophical, this festival is a rich reservoir of ideas.

The communication and cultural exchange facilitated by the internet allow black cultures to experience a process of diverse and cosmopolitan cultural revival, based on information between artistic and behavioural repertoires.

These cultural exchanges in the post-internet black world is what i call the third diaspora, the virtual displacement of texts, sounds and images caused by the communication of the black people, powered by electronic globalization and the web, digitally connecting the cultural repertoires of the atlantic cities.

Through websites that host videos that can be freely browsed one learns about the carnivals of Brazil, Santiago de Cuba, Port-au-Prince in Haiti, Port of spain, Trinidad, New Orleans, in the United States, Luanda, in Angola, and London, England (in districts with high Caribbean population), to name just a few of the manifestations that have become worldwide media spectacles.

Among the diverse aesthetic references of the black world, the carnival is perhaps one of the most important cultural icons of the West. It is in the minds of people who move physically or virtually to experience the carnival to live and get to know the rhythms and body movements. After all, the atlantic carnivals show the extraordinary wealth which is triggered by the force of the African Diaspora and its cultural production.

Goli Guerreiro * Edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which he writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book the Story of the drums - african-pop music from salvador (Publisher 34, 2000) and Third Diaspora - black cultures in the atlantic world (Publisher Corrupio, 2010)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

luislinda sim, porque não?

luislinda valois

“A sociedade é quem escolhe quem vai delinquir. E te digo mais: nesse momento, a sociedade escolheu que é o negro, pobre, jovem da periferia. Na hora que se tem de condenar, se não tiver a quem condenar, se condena o negro, mesmo que ele ainda esteja no ventre da mãe” [Luislinda Valois Santos].

Luislinda Valois Santos. “Sou a sétima juíza mais antiga do Estado (da Bahia) e nunca consegui ser convocada para o tribunal. Me sinto preterida. Tenho certeza que já era para eu ser desembargadora há muito tempo, preencho todos os requisitos . Para saber o que é racismo, é só ficar negro por 48 horas” [Luislinda Valois Santos].

domingo, 5 de dezembro de 2010

bienal do recôncavo


instalação de ibrain miranda; aplicação sobre tecido; havana; sem título; sem data

domingo, 28 de novembro de 2010

3ª diáspora



ilustraçaõ de valentina garcia a partir de peça de arte popular do benin

1ª e 2ª diásporas




ilustrações de valentina garcia a partir de objetos de arte popular beninense

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

jornal de angola comenta lançamento dos livros sobre a terceira diáspora

http://jornaldeangola.sapo.ao/17/0/goli_guerreiro_apresenta_livros_de_emigracoes_da_cultura_negra

carrinho multimídia e ana dumas convidam luandenses para lançamento dos livros durante a segunda trienal de luanda

o livro foi apresentado em luanda no cine teatro nacional com conferência, imagens e a presença de artistas baianos convidados da trienal

autógrafos emocionados em luanda; músicos, escritoras, jornalistas, crianças, curadores e artistas da trienal estavam lá


sábado, 17 de outubro de 2009

brasil-benin

brasileiros retornados ao benin no sec. 19.
museu da silva, porto novo, 2008

terça-feira, 13 de outubro de 2009

gentes

nova york, harlem
a comunidade negra dos eua é formada por cerca de 37 milhões de pessoas, cerca de 12% da população do país.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

a viagem de mohamed

venda da ladeira do curuzu, bairro da liberdade, salvador da bahia, 2008
Mohamed Camara, da República da Guiné, atravessou o Atlântico para se tornar jogador de futebol e residir no Brasil. Aos 17 anos, entrou clandestino em navio de carga, no porto de Conacri, para uma viagem de 7 dias, escondido na casa de máquinas, sem comer ou beber. Acolhido em Salvador, Mohamed assistiu a um jogo do Bahia e disse gostar do futebol de Portugal e França, sem esquecer das performances de Kaká, Robinho, Figo e Cristiano Ronaldo. Esta é a história de um garoto que desafiou tempo e espaço realizando de uma só vez a primeira, a segunda e a terceira diásporas.

A primeira diáspora, pela via da escravidão, ocorreu com os deslocamentos históricos do tráfico negreiro. Da “terra da vida” - expressão com a qual os negros sudaneses designavam a África- estima-se que foram traficados 12 milhões de africanos para as Américas. As condições da viagem de Mohamed remetem ao tráfico. A segunda diáspora acontece, pela via dos deslocamentos voluntários, como a migração de jamaicanos para Londres; de porto-riquenhos para New York; de beninenses para Paris; de caboverdianos para Lisboa e NY; de angolanos para o Brasil, etc. Iniciada logo após a escravidão com o retorno de ex-escravos para a África, ela se desenvolveu enormemente no século XX.

O deslocamento de africanos de áreas colonizadas pela França para Paris é ininterrupto. Mohamed, entretanto, preferiu migrar para o Brasil. Lançado no circuito de comunicação da terceira diáspora; conectado com um repertório de signos, Mohamed conheceu jogadores, práticas e países; traçou sua rota atlântica em direção à Salvador da Bahia, e atualmente reside no bairro da Liberdade, aos cuidados de Vovô, fundador do bloco afro Ilê Aiyê.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

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