culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

terça-feira, 5 de abril de 2011

menino do nordeste

DJ Bandido

Nordeste de Amaralina

“Eu nasci e cresci no Nordeste de Amaralina que é um bairro sufocado por bairros nobres como Pituba, Itaigara. A galera não botava muita fé quando falavam: ‘o cara é do Nordeste’. Mas daqui sai muito cara bom, Xexéu saiu do Nordeste, Patrícia (ambos vocalistas da Timbalada), Bimba (capoeirista) saiu do Nordeste.... Muita gente discrimina por não conhecer a história do bairro, por não conhecer a cultura local.

Eu trabalho com a mistura do samba-reggae com o hip-hop e hoje em dia eu tô fazendo uma coisa dura em cima do samba de roda com batida eletrônica. Samba de roda tem tanta coisa legal, cada letra, cada expressão envolve muita harmonia e intuição e aí eu comecei a pesquisar isso.

Depois das festas de samba e samba- reggae, o baile black é hoje uma opção muito viável em Salvador. Festa black em Salvador reúne a galera de periferia mesmo. Nem todos gostam de pagode, mas gostam de uma pista bem alinhada. A gente fez muito baile lá na Ribeira e dava duas mil pessoas, era legal. Temática negra, às dez da noite uma fila negros e negras estilosos estavam na porta. Se uma mulher tivesse sozinha colava um negão e a levava até a pista de dança, entendeu? Fizemos muito isso. Os bailes mantêm a cultura hip-hop viva. Porque a galera do hip-hop também está abrindo espaço pro samba de raiz – a gente dá espaço – pra ter uma mistura e pra ter uma música negra mesmo. Teve bailes que tocaram o Ilê, Lazzo, bandas de reggae.

Eu escuto muito bossa nova pra relaxar e pra entender um tanto da história também. E eu peguei Garota de Ipanema, criei um bit de hip-hop coloquei a harmonia toda de Tom Jobim e botei a batida em cima. Ultimamente a gente tem trabalhado com elementos baianos, tipo assim: eu peguei uma música do Lazzo – Me abraça e me beija – linkei com uma batida caribenha. E aí fiz uma versão reggaeton da música. Lazzo ouviu e não acreditou! " [dj bandido].

fontes

  • múltiplas

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