culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

alzira está morta

Aquarela sobre cartão de Benedito José Tobias, São Paulo, 1930 - uma das representações da protagonista no romance Alzira está morta - ficção histórica no mundo negro do atlântico. 
Vencedor do Selo João Ubaldo Ribeiro Coleção 2014, a ser publicado em 3 formatos: impresso, audiolivro e braile. 

Este romance, o primeiro que escrevo, é a última peça de uma trilogia iniciada no livro Terceira diáspora - o porto da Bahia. Um livro-blog que recria a estética da web - onde a ideia de trocas virtuais entre mundos negros ganhou forma. Imagens dialogam com fragmentos de textos de pensadores de todo o mundo atlântico - africanos, caribenhos, europeus e americanos - e mapeiam a produção cultural da Salvador do século 21.


Logo depois fui convidada a escrever um livro sobre o tráfico de africanos, que chamei de Terror e aventura.  Um ensaio histórico-antropológico sobre a saga dos negros no regime escravocrata na Cidade da Bahia – mapeando assim a primeira diáspora. Vi então o desenho de uma trilogia e cabia escrever a segunda diáspora - que focaliza as migrações voluntárias. Como os dois primeiros vinham em tipos diferentes de narrativa, me arrisquei na aventura de tecer o último livro em forma de romance.

Ambientado no século 20, Alzira está morta mantém a questão central da trilogia – os deslocamentos culturais entre os povos negros do Atlântico. É uma ficção histórica em forma de biografia de uma personagem inventada – a soteropolitana negra Alzira Rocha (1911-1988). Em 1930, ela parte para Lagos, na Nigéria, e se desloca pela África Ocidental descortinando os universos da tecelagem, fotografia e escritas africanas.

Agradeço a FAPESB que financiou esta obra, através de bolsa de pós-doutoramento realizado no Instituto de Letras da UFBA, sob a orientação de Florentina da Silva Souza a quem agradeço especialmente. E agradeço a Fundação Gregório de Mattos pelo prêmio inestimável de ter minha obra incluída no Selo João Ubaldo Ribeiro!

fontes

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