culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

terça-feira, 11 de maio de 2010

o sacerdote


mestre didi

"Após qualificar o mestre Didi como um artista baiano de qualidade internacional e destacar o seu papel enquanto sacerdote, Sheila Walker identifica-o na qualidade de que ela mesma chama de ‘historiador cultural’, entendo, pelo vínculo à tradição Nagô, a sua preocupação com entendê-la e divulgá-la convenientemente. A autora nos revela que o Mestre Didi teve contato com a produção de esculturas desde a adolescência, com motivos ligados ao candomblé, ao simbolismo dos Òrìsà, demonstrando nestes objetos, a força mística da natureza. Quanto ao material empregado em suas obras, ela estabelece uma mudança quanto ao mesmo, afirmando que o mestre realizou trabalhos em madeira, cimento e pedra; porém, ultimamente, ele usa metais mais leves, fibra de coqueiro , couro, contas e conchas” (Jaime Sodré, A influência da religião afro-brasileira na obra escultórica do Mestre Didi. Salvador, Edufba, 2006, p. 200).

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