culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
livros completos para download

livro 1


livro 2

quem sou eu

Minha foto
antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

dantokpa, cotonou

foto: arlete soares

Num dos milhares de mototaxis cheguei a uma vasta encruzilhada. Caótico não quer dizer nada. Dantopka, um dos maiores mercados da África atlântica, labirinto de milhares de pequenos boxes, fica às margens do porto de Cotonou, a capital econômica do Benin. Sem referência procurava caminhos mais amenos, sem motos, automóveis ou multidão. Fora do eixo central o mercado é mais suave, não menos intenso. Aos poucos comecei a estar. Uma loja de tecidos me atraiu, parecia um oásis, a lojista posou para foto, um momento raro no cotidiano de Dantokpa.

Câmeras geram hostilidade. Ocidentais não parecem bem-vindos. A cor como diferença. O direito de imagem sugere negativas, xingamentos, grana. Pouca grana, a moeda [franco cfa] vale muito pouco. Xingamentos em fon ou iorubá soavam em quase todos os cliques. - França, Itália? ah Brasil! O país de Lula! somos irmãos, não é? somos muito próximos.

A presença das mulheres chama a atenção e elas estão sempre dispostas para uma conversa. - Como é lindo seu cabelo é uma benesse de deus, diz uma senhora vendedora de tecidos e vestidos em batiks diferenciados. Justo em frente sua irmã vende produtos para cabelos: cosméticos, perucas e mechas que ela trabalha com agilidade. Fazer o mercado leva tempo, é um lugar para estar e a rede de informação produzida é impressionante. Uma segunda visita já lhe torna conhecido. O que foi comprado, quanto foi pago. Vende-se tudo. Cabeças e mãos carregadas, fardos imensos. Série de cores e gestos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

fontes

  • múltiplas

Arquivo do blog