Rex Milton Nettleford [1933-2010]. Considerado um visionário, o intelectual e artista jamaicano exerceu diversos papéis ao longo de uma vida profícua. Acadêmico, autor, orador, coreógrafo, bailarino. Chamado simplesmente de Rex, alimentou sua sensibilidade e vívida imaginação para estudar o estilo de vida dos países caribenhos. Além da dança, práticas religiosas, padrões de música e linguagens foram alguns dos temas do seu horizonte de interesses. Embora local e internacionalmente premiado ele continuou seu compromisso de trabalhar em estreita colaboração com os caribenhos para explorar a sua complexa realidade cultural. Sua arte, como os escritos e coreografias expressa as lutas dos povos do Caribe. Pensador original, formulou suas próprias ideias sobre a hibridação e crioulização. Sua primeira publicação Mirror, mirror, race, identity and protest in Jamaica (1970) descreve a complexidade e o dilema das identidades na cultura jamaicana.
culturas negras no mundo atlântico
sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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quem sou eu

- goli guerreiro
- antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".
quinta-feira, 29 de março de 2012
rex, o caribenho
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terça-feira, 27 de março de 2012
rainhas de fela
"O que eu penso sobre as mulheres em geral é um assunto que exige um colóquio. Mulheres? Mmmmmmm! Olha, no início, eu tinha medo delas. Começou assim. Mais tarde, o medo passou à compreensão. O que eu sei a respeito das mulheres? Primeiro, que elas gostam que a gente durma com elas. Elas gostam que você obrigue elas a fazer coisas pra você. Elas são como o Diabo, naquele livro idiota, a Bíblia: elas gostam de te testar, pra se safar com alguma coisa. Se v. deixa elas se darem bem um a vez, v. tá frito. Mas, se v. nao deixa elas se safarem, aí elas param." [Fela Kuti in Carlos Moore, Esta vida puta].
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quinta-feira, 22 de março de 2012
na medina de dakar
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quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
cidades atlânticas
havana, 1928. foto: museu hemingway
paris, 1925. foto: agência keystone
ny, harlem, 1932. foto: james van der zee
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sexta-feira, 16 de março de 2012
mostra visual
plateia do teatro 18; o curador hamilton negão (note as obras de hans peter na galeria); eu e ana dumas !
[o evento foi a contrapartida oferecida à comunidade pelo apoio do minc a apresentação do trabalho da autora em lisboa, portugal em outubro de 2011].
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terça-feira, 13 de março de 2012
porto da bahia
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sábado, 10 de março de 2012
seguindo lélia gonzalez
goli e jovens do curuzu, 2010
"Liberdade é o nome do maior bairro negro de Salvador. E, se a gente leva em conta que Salvador é uma cidade cuja população é majoritariamente negra, pode-se imaginar o que seja a Liberdade, como dizem os baianos. Existe ali uma rua, que é o coração do bairro, mas que ninguém chama de rua e sim de Curuzu. Se alguém quiser sacar de negritude em Salvador, tem de dar uma chegada no Curuzu, sentar e tomar uma cerveja geladinha no Kizumbar de Arany e do Jaime (sem contar com a comida deliciosa), engrenar um papo e ficar vendo a negadinha passar. É um desfile de beleza, elegância e soltura que dá gosto. Mulheres e homens, jovens e velhos, crianças e adultos, com aquele jeito gostoso de falar (“diga preta”), aquela hospitalidade, aquele clima espontaneamente sedutor, fazem com que pinte na gente uma vontade danada de ficar por ali mesmo, de sentar na praça da Liberdade e viver seu cotidiano negroafricano. É aí que vem à tona uma saudade da Mãe África dos mercados vibrantes de vida e colorido, de alegria e receptividade. Afrobahia. Força de orixá pulsando dentro da gente..." [Lélia Gonzalez, 1982].
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segunda-feira, 5 de março de 2012
telas vivas
A obra de AC vive do desejo de guardar uma memória, memória de uma família que nasceu e cresceu na Cidade Nova, e que tem na figura do avô materno a referência. “A memória é a conexão com determinada coisa, ela permite analisar as mudanças, é preciso ter algo como parâmetro”. A colagem que recria estes personagens é um quebra-cabeça. A composição de uma árvore ancestral. Talvez seja por isso que AC gosta de formas que têm a sua própria força. Parece gostar da passagem do rústico ao delicado e entende que isso tem a ver com a precariedade das coisas. Cria moldes a partir de sua própria assinatura, bate, rebate, multiplica.
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