culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

dadá, a generosa

dadá. foto de arlete soares

“Antes de se transformar na grande chef que é hoje, de reconhecimento internacional, Dadá, Aladcy dos Santos, a Negona, foi menina esperta, risonha e pobre, na Praia do Conde. Em paga por espiar a televisão de gente abastada, ia mexer na panela. Era tão pequena que não alcançava o fogão, tinha que subir num banquinho. Em sua casinha de taipa, onde vivia com a mãe e o irmão, o passadio era fraco (...).

‘Minha mãe tinha medo deu ficar dentro de casa sozinha. À noite, em casa, ela fritava sardinha; de manhã, quando saía pro trabalho levando Renato, ela me botava pra vender as sardinhas na frente de um mercado enorme. Ela fez- ou mandou fazer – não me lembro bem – um tabuleirinho que ela forrava com papel de embrulho, onde botava as sardinhas e o vinagrete de tomate cortado miudinho. Naquele tempo eu não tinha experiência do que era vender. Então o que eu fazia? Eu dava tudo minha filha. Dava tudo’ (Tempero da Dadá, 1998, p. 8).

Mocinha, veio pra Salvador trabalhar em casa particular onde se comia do bom e do melhor. Foi aprendendo, foi transformando, foi adaptando, criando suas próprias receitas” (Paloma Jorge Amado. CNP:Rio de Janeiro, 2007, p.7).


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