sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro.
Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".
O feminismo do futuro é retinto
Tem a cor de minha mãe
O feminismo do futuro é jovem e colorido
Em seu tempo primavera
Como uma borboleta - metamorfose
Transformador
Transatlântico
Transgressor
O feminismo do futuro é ancestral
Passado, historia e memoria
Circular e horizontal
O feminismo é o futuro
Ressurgente de cinzas
Heranças de Dandaras
O feminismo é o futuro
Insubmisso
Negro, periferico e plural.
Escrito por:Emanuelle Goes. Ela é Blogueira, Enfermeira, Militante do Movimento de Mulheres Negras, Pesquisadora em Saúde das Mulheres Negras.
Capa do romance vencedor do selo literário João Ubaldo Ribeiro criado pela Fundação Gregório de Mattos
É uma
ficção histórica em forma de biografia de uma personagem inventada — a soteropolitana Alzira Rocha (1911– 1988). Alzira é uma personagem cosmopolita. Seu cotidiano está pautado em
matrizes urbanas do continente africano, e seus desdobramentos na diáspora
negra. As cidades em que mora e visita têm alto nível de urbanidade. Sua biografia
desenrola-se no Brasil (em Salvador), na Nigéria, na Inglaterra e nos EUA. O universo
caribenho perpassa todos esses ambientes. A narrativa coloca a África na centralidade do mundo negro do Atlântico.