culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

sábado, 13 de fevereiro de 2016

alzira está morta, alzira está viva!

Capa do romance vencedor do selo literário João Ubaldo Ribeiro criado pela Fundação Gregório de Mattos

É uma ficção histórica em forma de biografia de uma personagem inventada — a soteropolitana Alzira Rocha (1911– 1988). Alzira é uma personagem cosmopolita. Seu cotidiano está pautado em matrizes urbanas do continente africano, e seus desdobramentos na diáspora negra. As cidades em que mora e visita têm alto nível de urbanidade. Sua biografia desenrola-se no Brasil (em Salvador), na Nigéria, na Inglaterra e nos EUA. O universo caribenho perpassa todos esses ambientes. A narrativa coloca a África na centralidade do mundo negro do Atlântico. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

escritas africanas






tags da coleção alfabeto infinito com uma breve história das escritas africanas que inspiraram a coleção criada pelas marcas baianas almerinda e katuka africanidades

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

coleção alfabeto infinito




Coleção Alfabeto Infinito inspira-se nas escritas africanas e revela a riqueza gráfica e conceitual deste acervo. Os africanos criaram 90 sistemas de escrita em 5 mil anos. A inventividade desses alfabetos é o mote da coleção que mescla estética e conhecimento. 
Ensaio fotográfico é de Arlete Soares e foi feito na Ladeira da Preguiça, na galeria de grafite dos artistas ligados ao Centro Cultural que Ladeira é Essa?.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

fundos falantes



fundos decorativos do estúdio de philipe kwame apagya, fotógrafo de gana. produzidos entre 1995/6

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

alzira está morta

Aquarela sobre cartão de Benedito José Tobias, São Paulo, 1930 - uma das representações da protagonista no romance Alzira está morta - ficção histórica no mundo negro do atlântico. 
Vencedor do Selo João Ubaldo Ribeiro Coleção 2014, a ser publicado em 3 formatos: impresso, audiolivro e braile. 

Este romance, o primeiro que escrevo, é a última peça de uma trilogia iniciada no livro Terceira diáspora - o porto da Bahia. Um livro-blog que recria a estética da web - onde a ideia de trocas virtuais entre mundos negros ganhou forma. Imagens dialogam com fragmentos de textos de pensadores de todo o mundo atlântico - africanos, caribenhos, europeus e americanos - e mapeiam a produção cultural da Salvador do século 21.


Logo depois fui convidada a escrever um livro sobre o tráfico de africanos, que chamei de Terror e aventura.  Um ensaio histórico-antropológico sobre a saga dos negros no regime escravocrata na Cidade da Bahia – mapeando assim a primeira diáspora. Vi então o desenho de uma trilogia e cabia escrever a segunda diáspora - que focaliza as migrações voluntárias. Como os dois primeiros vinham em tipos diferentes de narrativa, me arrisquei na aventura de tecer o último livro em forma de romance.

Ambientado no século 20, Alzira está morta mantém a questão central da trilogia – os deslocamentos culturais entre os povos negros do Atlântico. É uma ficção histórica em forma de biografia de uma personagem inventada – a soteropolitana negra Alzira Rocha (1911-1988). Em 1930, ela parte para Lagos, na Nigéria, e se desloca pela África Ocidental descortinando os universos da tecelagem, fotografia e escritas africanas.

Agradeço a FAPESB que financiou esta obra, através de bolsa de pós-doutoramento realizado no Instituto de Letras da UFBA, sob a orientação de Florentina da Silva Souza a quem agradeço especialmente. E agradeço a Fundação Gregório de Mattos pelo prêmio inestimável de ter minha obra incluída no Selo João Ubaldo Ribeiro!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

malick sidibé



estúdio do fotógrafo malinês malick sidibé, bamako, mali 
frames do documentário "la dolce vita africana", direção cosima spender, reino unido, 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

foto alegria



exposição de eduardo tavares na katuka africanidades, salvador, 2014

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