culturas negras no mundo atlântico



sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
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quem sou eu

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antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

fragmentos caribenhos

“Tendo sido preparado pela educação colonial (na Jamaica), eu conhecia a Inglaterra de dentro. Mas não sou nem nunca serei inglês. Conheço intimamente os dois lugares, mas não pertenço completamente a nenhum deles. E esta é exatamente a experiência diaspórica, longe o suficiente para experimentar o sentimento de exílio e perda, perto o suficiente para entender o enigma de uma ‘chegada’ sempre adiada”. Stuart Hall, Da diáspora, 2002, p. 415.

“Não é o mundo negro que dita minha conduta. Minha pele negra não é depositária de valores específicos”. Frantz Fanon. Pele negra, máscaras brancas, 2008, p. 188.

“Estamos juntos desde muy lejos, jóvenes, viejos, negros y blancos, todo mezclado; uno mandando otro mandado, todo mezclado;”. Nicolás Guillén, apud Benjamin Abdala Júnior, in De vôos e ilhas, 2003, p.89

parte 1


terça-feira, 15 de setembro de 2009

no dique sagrado




o abraço no dique do tororó é um evento religioso do terceiro milênio. realizado em salvador da bahia, põe em pauta a intolerância religiosa praticada contra os adeptos do candomblé. reunindo centenas de sacerdotisas, sacerdotes, ativistas e simpatizantes, o evento reafirma a sacralidade do lago onde se vêem os orixás do panteão baiano.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

medina de dakar



fotos: arlete soares

os centros antigos das cidades islâmicas são chamados de medina. na medina de dakar vê-se artesãos em vários ofícios e centenas de mesquitas freqüentadas por uma população 90% mulçumana.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

fragmentos brasileiros

“Negro é, na Diáspora, todo descendente de negro-africanos, em qualquer grau de mestiçagem”. Nei Lopes. In Enciclopédia brasileira da diáspora africana, 2004, p. 20

“Nós somos o único país do mundo que admitiu, aceitou e incentivou a mestiçagem como um mérito. (...) Aqui a mestiçagem nunca foi crime. Nem pecado. Ainda hoje ela se realiza amplamente. Às vezes temos a ilusão de que mestiçamos tanto que o negro vai deixar de ser negro. É bobagem. Na medida em que o branco embranquece o negro, o negro negretiza o branco”. Darcy Ribeiro. In Invenção do Brasil, 2000, p. 18

“Eu me descobri e me reiniciei na África. Lá, em um festival de arte, encontrei Gilberto Gil, que me falou da busca de raízes. Discordei dele que fora buscar as suas. Disse a ele: Suas raízes estão na Bahia. Somos diferentes. Temos, como negros, coisas substancialmente diferentes; até o candomblé, a oralidade. O que veio da África pra cá tornou-se nosso”. Emanoel Araújo. InRevista Mag, 2006,p. 89

parte1

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