fotos: arlete soares
culturas negras no mundo atlântico
sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
livros completos para download
livro 1
livro 2
quem sou eu
- goli guerreiro
- antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".
domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
xipamanini, maputo
video, maputo, janeiro de 2007
a cena se passa em xipamanine, bairro-mercado de maputo que parece ser a alma da cidade. foi ocupado por portugueses colonizadores que se casaram com africanas. há aí famosas lojas de tecidos moçambicanos - as capulanas, que vestem, adornam e carregam bebês. atenção para a canção de mc roger, 'moçambique no coração' - uma conversa com a gente da diáspora
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
fragmentos norte-americanos

angela davis, salvador, 2009
“Entre os mais jovens membros das comunidades da diáspora, as práticas culturais e as formas de auto-identificação são mais cosmopolitas e têm uma inflexão mais globalizante como nunca antes”. John Peffer. A diáspora como objeto. in rizomaafrofuturismo http://www.rizoma.net/interna.php?id=148&secao=afrofuturismo
“O autêntico líder negro é o profeta que transcende a raça, que critica os poderes estabelecidos( e, entre eles, os negros integrados ao Sistema) e que formula uma visão de regeneração moral e insurreição política visando a uma mudança social profunda”. Cornel West. in Questão de raça. SP: Companhia das Letras, 1994, p. 63
parte1
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
arquitetura, havana
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
"como escrever sobre a áfrica"
Binyavanga Wainaina é um escritor do Quênia. Como escrever sobre a África está na moda, não deixe de ler as dicas do irônico autor (extraídas da ffwMAG, n. 1, 2006):
1. Sempre use as palavras "África':"escuridão" ou "safari" em seu título. Os subtítulos podem incluir termos como "Zanzibar", "massai", "zulu","zambezi","Congo, "Nilo,"grande, "céu", "sombra" "tambor" "sol" ou "antigo";
2. Em seu texto, trate a África como se fosse um único país;
3· Nao se esqueça de mostrar como a música e o ritmo estão enraizados no fundo da alma dos africanos;
4. Mostre como eles comem coisas que nenhum outro humano come;
5. Deixe claro desde o início que você e um liberal. E o quanto ama a África, como se apaixonou pelo lugar e como nao pode viver sem ele;
6. Suas personagens podem ser guerreiros nus, serviçais leais, videntes e sabios anciões. Não deixe de incluir a "africana faminta", que perambula pelo campo de refugiados seminua e aguarda a benevolência do Ocidente;
7. O cidadão africano moderno é um homem gordo salafrario que trabalha no departamento de emissão de vistos;
8. As personagens devem ser coloridas, exóticas, maiores do que a vida - mas vazias por dentro, sem diálogos;
9. São temas tabus: cenas domésticas comuns, amor entre africanos (a nao ser que haja uma morte na história), referências a escritores africanos ou intelectuais e menção a crianças que frequentam escolas e nao sofrem de ebola;
10. Descreva, em detalhes, os peitos nus (jovens, velhos, conservadores, recém-estuprados, grandes, pequenos), os genitais mutilados ou os genitais avantajados;
11. Os animais devem ser tratados como seres complexos e bem delineados.
12. Os leitores vão ficar desapontados se voce nao mencionar a luz da Africa. E o pôr-do-sol: 0 crepúsculo na África é indispensável, sempre grandioso e vermelho;
13. Sempre termine seu texto com Nelson Mandela dizendo alguma coisa sobre arco-iris ou renascimento.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
sendo negro, trinidad - bahia
video, port of spain, 2008
lesley noel, designer e historiadora de trinidad & tobago, comenta sua estada em salvador da bahia e compara experiências
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
luta senegalesa
video, dakar, junho de 2009
na arena da luta senegalesa vários elementos disputam a atenção da platéia que lota os estádios nos fins de semana: a performance acústica dos músicos ocupa um lugar de destaque - ao lado das griotes - mulheres vestidas com roupas luxuosas que cantam incentivando os lutadores; há os atores mímicos além do apresentador do evento, responsável por anunciar a entrada dos lutadores na arena, onde começam os preparativos; a dança-aquecimento dos lutadores e de sua equipe que percorre todo o espaço e; há ainda, os cuidados religiosos. o marabout (sacerdote islâmico) é peça chave da equipe pois realiza os banhos mágicos sem os quais o lutador não poderia enfrentar seu adversário - que por sua vez realiza ritual semelhante em outro canto do quadrado de areia. a vitória é atribuída, não somente à força do atleta, mas também ao poder do marabout que divide os louros com o lutador (este pacto garante também os melhores patrocinadores). um evento pode comportar vários duelos e todos os lutadores ocupam o espaço simultaneamente cumprindo preparativos diferenciados até chegar ao centro da arena e deitar as costas do adversário no chão - golpe que define a luta.essa variedade de signos presentes na luta pode ser percebida na cultura senegalesa cujo cotidiano multiétnico e poliglota revela incrível diversidade.
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