







“Tendo sido preparado pela educação colonial (na Jamaica), eu conhecia a Inglaterra de dentro. Mas não sou nem nunca serei inglês. Conheço intimamente os dois lugares, mas não pertenço completamente a nenhum deles. E esta é exatamente a experiência diaspórica, longe o suficiente para experimentar o sentimento de exílio e perda, perto o suficiente para entender o enigma de uma ‘chegada’ sempre adiada”. Stuart Hall, Da diáspora, 2002, p. 415.
“Não é o mundo negro que dita minha conduta. Minha pele negra não é depositária de valores específicos”. Frantz Fanon. Pele negra, máscaras brancas, 2008, p. 188.
“Estamos juntos desde muy lejos, jóvenes, viejos, negros y blancos, todo mezclado; uno mandando otro mandado, todo mezclado;”. Nicolás Guillén, apud Benjamin Abdala Júnior, in De vôos e ilhas, 2003, p.89
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os centros antigos das cidades islâmicas são chamados de medina. na medina de dakar vê-se artesãos em vários ofícios e centenas de mesquitas freqüentadas por uma população 90% mulçumana.
“Negro é, na Diáspora, todo descendente de negro-africanos, em qualquer grau de mestiçagem”. Nei Lopes. In Enciclopédia brasileira da diáspora africana, 2004, p. 20
“Nós somos o único país do mundo que admitiu, aceitou e incentivou a mestiçagem como um mérito. (...) Aqui a mestiçagem nunca foi crime. Nem pecado. Ainda hoje ela se realiza amplamente. Às vezes temos a ilusão de que mestiçamos tanto que o negro vai deixar de ser negro. É bobagem. Na medida em que o branco embranquece o negro, o negro negretiza o branco”. Darcy Ribeiro. In Invenção do Brasil, 2000, p. 18
“Eu me descobri e me reiniciei na África. Lá, em um festival de arte, encontrei Gilberto Gil, que me falou da busca de raízes. Discordei dele que fora buscar as suas. Disse a ele: Suas raízes estão na Bahia. Somos diferentes. Temos, como negros, coisas substancialmente diferentes; até o candomblé, a oralidade. O que veio da África pra cá tornou-se nosso”. Emanoel Araújo. InRevista Mag, 2006,p. 89
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