culturas negras no mundo atlântico
sound system em salvador; luta de arena em dakar; performances no harlem, ny; carnaval em londres; cafés literários na martinica; emancipation celebration em trinidad; salões de beleza afro em paris; artes visuais em luanda; festival de vodum em uidá. a terceira diáspora é o deslocamento virtual de signos - discos, filmes, cabelos, slogans, gestos, modas, bandeiras, ritmos, ícones - provocado pelo circuito de comunicação da diáspora negra. potencializado pela globalização eletrônica e pela web, coloca em conexão digital os repertórios culturais de cidades atlânticas. uma primeira diáspora acontece com os deslocamentos do tráfico de africanos; uma segunda diáspora se dá pela via dos deslocamentos voluntários, com a migração e o vai-e-vem em massa de povos negros. diásporas_estéticas em movimento.
quem sou eu

- goli guerreiro
- antropóloga, viajante e fotógrafa amadora, registro cenas do cotidiano em cidades negras das américas do norte e do sul, caribe, europa, áfrica e brasil, sobre as quais pesquiso, escrevo e realizo mostras audiovisuais. meu porto principal é salvador da bahia onde moro. Goli edits the blog www.terceiradiaspora.blogspot.com from Bahia Salvador, is a traveller and amateur photographer who recorded scenes of daily life in the atlantic cities about which she writes and directs audiovisual shows. She has a post-doctorate in urban anthropology and is the author of the book "The Plot of the Drums - african-pop music from Salvador" and "Third Diaspora - black cultures in the atlantic world".
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
ser caribenho
quarta-feira, 13 de abril de 2011
noite boa, noite preta
Na sequência, também fazendo lançamento no dia, chamei diretamente de Salvador, a simpatica e já querida por aqui......GOLI GUERREIRO. Ela falou de seus 2 lindos livros, que depois comento mais, estão a venda na livraria.
GOLI GUERREIRO é daquelas pessoas, parece que você conhece faz tempo, pessoalmente eu tive o prazer de conhecer ontem.
Lá fora a chuva comia, todo mundo que chegou era molhado e na RAÇA. Mas a casa "encheu", talvez não tenha lotado, mas encheu bem.
Só tivemos a participação de 15 poetas, muitos não conseguiram chegar, mas foi muito loko. Nem vou comentar um a um, todos foram 10, destaque pode ser o DEVASSA, texto da Priscila Nadja que aliás, me deu um presente, fiquei surprezo e feliz, grande amiga que fiz por conta do sarau, ela é SUBURBANO CONVICTO até o fim.
O Murilo (Batalha Sta Cruz) esteve filmando também e depois eu digo quando sair na internet" [BUZO].
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
literatura crioula

Fort-de-France, capital da Martinica é conhecida pela sua criação literária. Terra de Franz Fanon, eternizada pela obra de Aimé Cesaire, criador do termo negritude e atualizada no movimento de crioulidade. Entre os escritores martiniquenhos destaca-se Patrick Chamoiseau autor de Texaco. O livro conta a história de uma líder comunitária desse bairro periférico de Fort-de-France. “Essa neta de escravos vive ali desde os anos 1950, quando o mangue era da multinacional do petróleo. E agora chega um urbanista da prefeitura, de nome Cristo, com o projeto de demolir a favela. Marie Sophie se revolta. Com o verbo saboroso e muita verve, expressando-se numa ‘língua- fronteira’ - como definiu Milan Kundera a respeito do autor -, entre o francês colonizador e o crioulo dos ex-escravos e miseráveis ela vai tentar convencer o urbanista a mudar de idéia”[Cia das Letras].
“Há um debate terrível. O discurso dominante nas Antilhas sob dominação francesa é o discurso da negritude. Aimé Césaire é uma influência total. A negritude se tornou um discurso humanista. A ‘crioulidade’ é acusada de ser uma tentativa literária que nos levaria a algo muito localizado, fechado, quando na verdade é o contrário. Os que defendem a negritude se refugiam num discurso universalista e sob esse pretexto se escondem atrás de uma transparência absoluta. Não são nem negros, nem antilhanos. Escrevem num francês impecável que não representa em nada nossa realidade cultural” [Patrick Chamoiseau].
terça-feira, 5 de abril de 2011
menino do nordeste


Nordeste de Amaralina
“Eu nasci e cresci no Nordeste de Amaralina que é um bairro sufocado por bairros nobres como Pituba, Itaigara. A galera não botava muita fé quando falavam: ‘o cara é do Nordeste’. Mas daqui sai muito cara bom, Xexéu saiu do Nordeste, Patrícia (ambos vocalistas da Timbalada), Bimba (capoeirista) saiu do Nordeste.... Muita gente discrimina por não conhecer a história do bairro, por não conhecer a cultura local.
Eu trabalho com a mistura do samba-reggae com o hip-hop e hoje em dia eu tô fazendo uma coisa dura em cima do samba de roda com batida eletrônica. Samba de roda tem tanta coisa legal, cada letra, cada expressão envolve muita harmonia e intuição e aí eu comecei a pesquisar isso.
Depois das festas de samba e samba- reggae, o baile black é hoje uma opção muito viável em Salvador. Festa black em Salvador reúne a galera de periferia mesmo. Nem todos gostam de pagode, mas gostam de uma pista bem alinhada. A gente fez muito baile lá na Ribeira e dava duas mil pessoas, era legal. Temática negra, às dez da noite uma fila negros e negras estilosos estavam na porta. Se uma mulher tivesse sozinha colava um negão e a levava até a pista de dança, entendeu? Fizemos muito isso. Os bailes mantêm a cultura hip-hop viva. Porque a galera do hip-hop também está abrindo espaço pro samba de raiz – a gente dá espaço – pra ter uma mistura e pra ter uma música negra mesmo. Teve bailes que tocaram o Ilê, Lazzo, bandas de reggae.
Eu escuto muito bossa nova pra relaxar e pra entender um tanto da história também. E eu peguei Garota de Ipanema, criei um bit de hip-hop coloquei a harmonia toda de Tom Jobim e botei a batida em cima. Ultimamente a gente tem trabalhado com elementos baianos, tipo assim: eu peguei uma música do Lazzo – Me abraça e me beija – linkei com uma batida caribenha. E aí fiz uma versão reggaeton da música. Lazzo ouviu e não acreditou! " [dj bandido].
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